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Abel Chivukuvuku tem 72 horas para abandonar CASA-CE

É um ultimato de cinco dos seis partidos que compõem a CASA-CE: líder Abel Chivukuvuku tem 72 horas para abandonar a coligação. A crise na segunda maior força da oposição angolana já levou à saída de vários dirigentes.

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A exigência é feita numa carta, datada de 18 de fevereiro, subscrita por cinco das seis formações partidárias que compõem a Convergência Ampla de Salvação de Angola-Coligação Eleitoral (CASA-CE).

Segundo Manuel Fernandes, um dos vice-presidentes e membro do conselho presidencial da CASA-CE, Abel Chivukuvuku quebrou a confiança da organização. “A projeção de novos ares fora do âmbito da CASA fez com que se perdesse a confiança de parte de vários entes constituintes dentro da própria coligação”, explica.

Por isso, Manuel Fernandes pede ao líder da coligação que “deixe o leme para uma outra personalidade que tenha maior vontade para poder continuar.”

Medidas contra Chivukuvuku

crise política na segunda formação partidária da oposição é praticamente irreversível. Para a manhã desta terça-feira (26.02) está marcada uma conferência de imprensa num hotel da capital, Luanda, durante a qual alguns dos vice-presidentes da coligação e os presidentes dos cinco dos seis partidos que compõem a CASA-CE vão anunciar as medidas a ser tomadas contra Abel Chivukuvuku, caso o atual líder não venha abandonar a liderança pelo próprio pé.

Abel Chivukuvuku tem 72 horas para abandonar CASA-CE

Chivukuvuku é acusado de fazer oposição contra a própria coligação e de ter concentrado todos os poderes na sua pessoa. “O que não é correto é tentar projetar outros ares, mas ao mesmo tempo planificar acções que visam destruir o projecto existente”, critica Manuel Fernandes, um dos vice-presidentes da CASA-CE.

“A filosofia adotada é que tudo tinha de ser feito em prol de uma única pessoa. Não se criou uma equipa de trabalho, não se fez da CASA uma máquina política, mas fez-se de Abel Chivukuvuku um grande homem político. Ele já era, mas tudo na CASA era feito por ele ou para ele”, afirma o também líder do Partido de Aliança Livre de Maioria Angolana (PALMA), que integra a coligação.

Outro vice-presidente e líder do Grupo Parlamentar da CASA, André Mendes de Carvalho, contactado pela DW prometeu mais esclarecimentos depois da conferência de imprensa desta terça-feira.

“Acusações infundadas”

Américo Chivukuvuku, irmão do presidente da CASA-CE e uma das figuras de proa entre os independentes, diz que as acusações contra Chivukuvuku “são infundadas” e aponta o dedo aos cinco partidos, nomeadamente PALMA, PPA, PDDA-AP, PNSA, PDP-ANA, como causadores da instabilidade na organização.

Criada em abril de 2012, quatro meses antes das eleições gerais, o verniz dentro da CASA estalou em maio do ano passado, quando cinco dos seis partidos políticos que compõem a coligação intentaram um processo contra o presidente da organização política junto do Tribunal Constitucional.

Em consequência disso, vários dirigentes têm vindo a “abandonar o barco” da Convergência Ampla de Salvação de Angola e os deputados da bancada parlamentar deixaram de falar a mesma língua.

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