fbpx
Advertisements

Agente do SIC acusado de desviar mais de 1 milhão de kwanzas

sic.jpg

Um agente do Serviço de Investigação Criminal (SIC), ligado a unidade de Polícia da centralidade do Sequele, em Cacuaco, está a ser acusado de ter desviado 1 milhão e 800 mil kwanzas, dado por uma família cujo o filho causou um acidente mortal, dia 23 de Janeiro de 2017, quando este vinha, por volta das 23h00, em sentido contrário, no sentido Sequele/Via-Expresso, numa viatura de Marca Toyota, modelo Land Cruiser, e terá embatido violentamente contra a viatura Kia Soul, onde seguia o malogrado Carlos João Lourenço.

De acordo com Lourenço Kimpioca, irmão da vítima, o seu irmão que acabara de terminar a licenciatura em Direito, no Instituto Superior Politécnico de Kangonjo (ISKA), perdeu a vida no local.

“O jovem que causou o acidente estava desencartado e embriagado. Saiu ileso, com um simples ferimento no queixo. Foi levado à esquadra de polícia do Sequele onde se instruiu o processo”, disse.

Segundo o queixoso, o processo começou com vícios por parte dos agentes do SIC, principalmente do instrutor do processo, conhecido apenas como Santana, uma vez que evitava o contacto entre as duas famílias. “Ele dizia apenas que estava a resolver o caso, mas parecia mais um advogado do jovem que causou o acidente, uma vez que uma semana depois da detenção do mesmo, o agente do SIC informou-nos que o mesmo foi solto porque tinha partido a perna e o braço”.

O malogrado (Foto Facebook)

Processo viciado

Incapazes de contactarem o lado que causou a desgraça, “para reparar… mesmo que não fosse com a vida do nosso irmão, mas pelo menos para assumir os custos da família que ele deixou e de outras responsabilidades, fomos obrigados a constituir advogados para acompanhar o caso junto das autoridades competentes”, lembrou.

O julgamento

Passados quase um ano, conta Kimpioca, começou o primeiro julgamento no Tribunal de Cacuaco.
“Na primeira audiência, a Juíza questionou os familiares da vítima se receberam algum apoio dos familiares do jovem que causou o acidente durante o óbito, pelo que foi respondida negativamente. Indignada, a Meritíssima questionou a família o porque desta acção, pelo que foi lhe dita que foi entregue ao agente Santana um valor de 1 milhão e 800 mil kwanzas, adquiridos da venda da residência onde viviam no Zango para, pelo menos, acautelar os danos do óbito.

Na descoberta deste facto, foi suspensa a audiência e a Juíza pediu a comparência do agente. Alguns meses depois, relata o irmão do malogrado, Santana apresentou-se no Tribunal, visivelmente trémulo, e negou às acusações dos pais do jovem.

“A senhora gritou no tribunal, lamentou a acção do polícia, lembrou que o dinheiro foi conseguido com muito custo, mas, como não havia nenhum documento a dizer que os familiares entregaram os valores ao polícia, ficou-se a espera da sentença”,explicou, mas, para seu espanto, a meritíssima mandou encerrar o julgamento para reatar num outro dia e, passados mais de seis meses, “por incrível que pareça, o julgamento continua parado”, lastimou.

Desconfiança de que haja alguma mão invisível.

A família de João Lourenço acredita que alguém está a mexer ‘alguns paus’ para inviabilizar o julgamento, uma vez que das vezes que recorreram ao Tribunal de Cacuaco para saber em que pé estava o caso, a resposta tem sido a mesma.

“Dizem sempre que estão a espera do resultado da autopsia, mas tomamos contacto com o documento que a juíza passou para que o mesmo fosse entregue ao tribunal com a máxima rapidez, e ficamos a saber que o mesmo data de Julho de 2018. Ou seja, a Juíza pediu o documento há mais de seis meses e ninguém quer saber disso”, denunciou.

(DR)

O processo está registado sob o nº 61/2017-A
No tribunal está sob N/Ref Ofício nº 177 e está a ser acompanhado pela Magistrada Judicial: Teresa Manico

Advertisements

Leave a Reply

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

%d bloggers like this: