Ameaçou retirar filha do testamento e foi assassinada com marteladas na cabeça

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As discussões entre Amélia Fialho e a sua filha única adotiva, Diana, por causa da relação desta com o recente marido, Iuri, levaram a que o casal assassinasse brutalmente a professora do ensino secundário na noite de um de setembro do ano passado.

Os três partilhavam a mesma casa no Montijo e Amélia tinha anunciado dias antes que ia realizar um testamento em que a filha não entrava, deixando-a e ao seu marido, desempregados na altura, sem sustento. Esta ameaça levou a que o casal, que vivia dependente de Amélia, matasse a mulher de 59 anos, fizesse desaparecer o corpo para reclamar a herança avultada de Amélia.

O casal foi detido sete dias depois, na madrugada de dia sete pela Polícia Judiciária, a quem confessaram o crime e hoje, estão acusados pelo Ministério Público pelos crimes de homicídio qualificado e profanação de cadáver. Amélia foi drogada pelo casal ao jantar nessa noite de sexta-feira e assassinada com marteladas na cabeça. Diana, 22 anos, e Iuri, 27, enrolaram então o corpo da vítima num tapete e dirigiram-se a uma zona remota do concelho, em Pegões, para se desfazerem do corpo, ateando-lhe fogo com gasolina.

Após cometerem o crime, Diana realizou queixa por desaparecimento da sua mãe na PSP do Montijo e alegou que Amélia tinha saído de casa na noite de sexta para uma habitual caminhada, sem mais regressar a casa. O corpo carbonizado de Amélia foi detetado em Pegões pelo proprietário do terreno na quarta-feira seguinte, quando avaliava os estragos do incêndio. Os bombeiros, que extinguiram o incêndio de pequenas dimensões, não o localizaram.

Ainda sem a identificação do cadáver, nem sequer se sabia se era homem ou mulher, a PJ conseguiu relacionar o caso do desaparecimento de Amélia ao deste cadáver. Os inspetores realizaram o percurso entre o local do corpo e a casa de Amélia, no centro do Montijo e numa bomba de gasolina encontraram a prova incriminatória. As câmaras de videovigilância capturaram o casal a comprar gasolina. Confrontados pela PJ, confessaram.

O MP acredita que o casal planeou o crime poucos dias antes, tendo a PJ detetado históricos de pesquisa nos computadores utilizados pelos arguidos referentes a caminhos de terra batida na zona de Pegões e medicamentos com efeito de sonolência rápido. O apartamento tinha ainda vestígios de sangue, apesar da tentativa de limpeza pelos arguidos que não tiveram o mesmo cuidado no carro, onde a PJ encontrou sangue que não foi limpo na bagageira.

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