Angola assina acordo com o Tesouro norte-americano

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Representantes oficiais angolanos assinaram terça-feira, em Washington, um “acordo de assistência” com o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, soube o Jornal de Angola de fontes da delegação que participa nas reuniões anuais do Banco Mundial e Do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Os ministros das Finanças e da Economia e Planeamento, Árcher Mangueira e Pedro Luís da Fonseca, o governador do Banco Nacional de Angola (BNA) e a directora da Unidade de Informação Fiscal (UIF), José de Lima Massano e Francisca de Brito.

As fontes, de acordo com o JA, não puderam dar detalhes sobre o documento assinado, cujo conteúdo foi previamente referidos pelo sub-secretário de Estado norte-americano, quando esteve em Luanda, em meados se Março.

Naquela ocasião, John Sullivan anunciou que os Estados Unidos Unidos vão conceder a Angola cerca de dois milhões de dólares em ” assistência continuada” ao combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo e para a remoção de minas. Numa conferência de imprensa, o responsável condicionou a relação da banca correspondente norte-americana com os seus congéneres angolanos ao reestabelecimento de um clima de confiança económica em que o combate à corrupção seja prioritário.

“O restabelecimento de bancos correspondentes pela banca dos Estados Unidos em Angola é uma questão muito importante para as nossas relações comerciais e de investimento.

Os meus colegas do Governo e a nossa embaixada aqui, no departamento de Estado, em Washington, e muito especialmente no Departamento do Tesouro, têm mantido intensas discussões com o Governo de Angola e respectivos ministros angolanos para melhorar o clima de investimento em Angola, sobretudo para criar confiança na banca norte-americanos para que possam restabelecer os bancos correspondentes”, sublinhou Sullivan naquela ocasião.

O BNA anunciou antes dessas declarações que está a implementar, com apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) um plano de
adequação do sistema financeiro angolano às normas internacionais de prevenção de branqueamento de capitais e combate ao financiamento do terrorismo.

O incumprimento por Angola destas regras levou ao fim das relações com bancos correspondentes em 2016, agravando a crise cambial que o país vivia desde 2014, limitando o acesso da banca à compra de dólares.

John Sullivan indicou que o trabalho para recuperar essa ligação com os bancos correspondentes norte-americanos está a ser feito e manifestou total disponibilidade dos Estados Unidos no apoio a medidas de consolidação do combate à corrupção, branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo.

O Departamento do Tesouro, adiantou John Sullivan, também encarava a abertura de um escritório na Embaixada dos Estados Unidos em Luanda, no quadro da assistência naquela altura em vias de estabelecer.

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