João Paulo Nganga acusa Luaty Beirão de tentar ofuscar “o brilho dos outros para compensar a sombra e mediocridade da sua trajectória”

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O ‘braço de ferro’ que opõe Luaty Beirão ao sociólogo João Paulo Nganga, arrasta-se há alguns meses. A formação de JPG foi questionada pelo activista cívico, acusando o também comentarista da TV Zimbo de ser um ’embuste’ no que a formação diz respeito. Depois de alguns meses no silêncio, Nganga escreveu um vasto texto na sua página do facebook, respondendo à letra às acusações de Luaty. (Leia o texto na íntegra)

O aldrabão do Luaty Beirão

Tudo o que o Luaty Beirao disse até agora sobre a minha pessoa é falso. Fala sem conhecimento de causa motivado por odio e inveja fruto da sua mediocridade. A minha formação ou não formação é assunto meu privado e só um invejoso pode querer fazer dela um assunto público.

A estratégia de Luaty Beirao teve sempre um mesmo objectivo: assassinar o meu caracter e personalidade. Esta intenção não é nova. A página virtual “15+Nós” que ele monitora regularmente executa acções concertadas contra mim na produção de vídeos e debates absolutamente descontextualizados.

A camaleónica personalidade de Luaty fa-lo escolher meticulosamente os alvos em busca de protagonismo, procura utilizar o brilho dos outros para compensar a sombra e mediocridade da sua trajectória.
Desta vez não foi diferente.

Luaty beirão pode ser enquadrado numa categoria contemporânea de novos criminosos frutos da globalização e das novas tecnologias:, “os assassinos de caracter”, gente sem escrúpulos, falsamente tolerantes, patologicamente irreconciliáveis. O modus operandi destes escroques é magistral: transformar uma mentira numa discussão pública aberta e com isso legitima-la. Mas, Luaty com a sua inveja crónica fez mais que isso: transformou um assunto da vida privada e um cidadão num assunto público, acusando julgando e condenando em hasta pública actos que nunca aconteceram.

Assim, a discussão introduzida por Luaty legitima a invasão da vida privada e a devassa da liberdade individual. Num apíce, a personalidade do visado é posta em causa e há como que um tribunal popular, formulando perguntas e exigindo respostas, onde o verdadeiro criminoso aparece como Juiz da causa artificialmente criada por ele, e aplaudido por uma multidão sedenta de inveja, pululando de satisfação.

Numa assentada, os novos “assassinos de caracter” fazem crer ao comum dos cidadãos que o visado tem que vir prestar explicações. E no absurdo dos absurdos dá-se a “criminalização pública” do visado e inverte-se os fundamentos do direito. Isto é, se o visado não vir responder a acusação que lhe é feita, é culpado. Subversão total.

-Mas, em nome de quê se deve prestar contas a Luaty? Porquê que a mórbida suspeição de Luaty deve ter valor de lei e de norma de cumprimento obrigatório? Quem é o Luaty?!…
Retrospectiva dos Factos

Tudo começou com uma ardilosa e aparentemente ingénua publicação privada entre Luaty e uma portuguesa de nome Catarina que, Luaty tornou pública e me acusava de ser um charlatão, não ter formação superior e um perigoso criminoso em Portugal.

O objectivo de Luaty Beirão seria desmascarar a pessoa que se fazia passar por aquilo que não era recorrendo a Catarina. A seguir Catarina envia alegados dados de Joao Paulo onde diz que JP não concluiu a licenciatura em Farmácia na Universidade de Coimbra. Conclusão estapafúrdia de ambos: “JP não tem formação superior e não é sociólogo”.

Inebriado pela pretensa descoberta, o Mister Inveja reforça a ferocidade pública contra o meu bom nome. Como o silêncio dos sábios enlouquece os ignorantes, Luaty decidiu invadir a minha cronologia para dar a conhecer a sua alucinada descoberta.

Tranquilo, decidi publicar um pequeno comentário onde apelava a calma e um email aquando da aceitação do meu doutoramento pela AIU (Atlantic International University), para acalmar o frenesim do jovem bipolar. Aguardando serenamente pela cerimónia de outorga do diploma. A publicação das fotos da cerimónia por amigos e familiares enlouqueceu o pseudo revú e enfurecido fe-lo mudar de estratégia: agora já não é a ausência de formação que lhe incomoda, é o tipo de formação (até dá vontade de rir) a Universidade é falsa e o diploma falso e não reconhecido, coitado.

Sem o trunfo da professora portuguesa Catarina que parecia ser a sua melhor jogada, desesperado e afoito, como um cão raivoso, Mr Inveja e seus acólitos viraram todas as baterias contra a Atlantic International University e fazendo ridiculos apelos ao INARES.
O novo crime agora que me é imputado é ter estudado aí( a petulância desta corja chega ao ponto de querer inclusive escolher e decidir aonde as pessoas devem estudar)mas na senda do assassinato do caracter uma nova mentira é introduzida no espaço do debate público: 4 meses alegadamente foi o tempo do doutoramento. Brutal Infâmia, rapidamente difundida com mestria.
Em Resumo:

1. Luaty Beirão é um aldrabão porque mentiu as pessoas que eu não tinha formação académica nenhuma. As fotos da cerimónia engoliram-lhe a língua. Eu tenho várias formações e em diferentes áreas do saber. Também mentiu que não tenho produção cientifica, irei apresentar noutra ocasião dados que refutam tal afirmação.

2. Luaty Beirão é um aldrabão porque disse que eu não tinha formação em sociologia. Eu sou Prof. Dr. Em Sociologia, pela Atlantic International University (AIU) isso é um facto e ponto final.

3. Luaty Beirão mentiu que o doutoramento da AIU foi feito em 4 meses como se a sua nauseabunda mentira pública fosse o catalisador do meu doutoramento. Só uma mente perturbada e dum narcisismo doentio pode vislumbar tamanha diatribe. O que aconteceu em 7.3.2019 foi a cerimonia de outorga, que quase sempre acontece muito depois da finalização do curso.

Eu tenho três mestrados de três universidades diferentes, uma delas é AIU. Apresento ao público neste texto cópia de um deles datado de 11 de Março de 2016 para que se comprovar que passaram três anos entre o mestrado e o doutoramento, e que Luaty Beirão é um aldrabão.

Além disso, recomendo as pessoas para consulta do livro de minha autoria “O Pai do Nacionalismo Angolano” publicado em 2009 no Brasil e possam confirmar na página 22 (Introdução) a alusão “ A sociologia da História de Angola contemporânea” tese de doutoramento já validada com sucesso, e que vinha sendo trabalhada há cerca de 10 anos.

4. Luaty mentiu que AIU não é uma Universidade Reconhecida . E deste modo pretende confundir os Estados Unidos com o Catambor, mascarar a realidade. Nos EUA não existem Universidades não reconhecidas, (se é Universidade é porque é reconhecida!) existem sim diferentes tipos de habilitação do sistema de ensino. É uma sociedade livre plural e heterogénea.

Os estudantes são livres de escolher o tipo de habilitação que pretendem. As Universidades são obrigadas a publicitar o grau de habilitação que oferecem. E quando uma habilitação não é reconhecida por determinada instituição são feitas provas de aptidão para avaliação dos graus de conhecimento que podem ser validadas ou não, em função do desempenho do Estudante.

Qual é o problema de alguém voltar a ser avaliado por outra instituição?..Quem sabe, sabe. Há grandes e prestigiadas universidades que formam quadros medíocres e pequenas ou medianas que formam grandes quadros. Um exemplo de um quadro formado pela AIU foi o falecido presidente da Zambia, Michael Sata ou o ministro da economia da Guatemala que anunciou na cerimonia de outorga em Miami 07.03.2019 a sua candidatura a presidência da Guatemala.

5. Luaty mente quando insinua que preciso de diplomas para me afirmar. Essa mentira que propalas aos sete ventos roça a obscenidade. Os diplomas é que precisam de mim. Eu sou reconhecido tanto dentro como fora de Angola pelo meu conhecimento. O meu reconhecimento não vem dos diplomas, vem do saber. Lamento informar-lhe que não estou em busca de um lugar ao sol, como você, eu sou um “kapekinino” raio de sol. Sou uma pessoa de bem, vivo com dignidade, respeito o meu próximo. Não te reconheço integridade nenhuma. E
voltarei a este tema numa próxima oportunidade.

Para terminar, quero dizer, que num passado recente tivemos o caso das prisões dos REVUS. Uma série de jovens injustamente presos. Luaty Beirão foi um deles. O regime angolano havia apresentado por via da PGR alegadas provas ao corpo diplomático, aos deputados e a sociedade angolana. Todos sem excepção, se remeteram a um silencio pecaminoso ou um murmúrio tumular com o medo próprio dos sistemas autocráticos. Fui a 1ª pessoa a romper publicamente este silêncio na defesa da liberdade destes jovens e da dignidade da pessoa, ao que se seguiu um movimento de solidariedade nacional e internacional . Por isso, não nego a perplexidade e estupefação dos ataques do Luaty contra mim revelador da sua falta de caracter e dissimulada personalidade. Mas mais do que isso : Sinto-me enojado.

Mas, há uma questão que propositadamente foi deixada para o fim:

-Quem é Catarina, quem a professora portuguesa da Universidade de Coimbra, o tal trunfo que o Mister Inveja sempre esgrime?
A Catarina foi minha namorada. Vou repetir: a Catarina foi minha namorada! Penso que está tudo dito. E mais não digo porque não estou disposto como faz o invejoso do Luaty, a vir ao espaço público falar da minha vida privada nem ferir a dignidade das pessoas.

É preciso cerrar fileiras contra “os assassinos de carácter” como Luaty Beirão e seus seguidores, é preciso desmonta-los e reduzi-los a sua própria mediocridade, absolutos parasitas, verdadeiras gangrenas sociais, indivíduos sem escrúpulos, sem valor nenhum, que não se deve levar à serio .

O comportamento destes criminosos, em nome de falsos valores da descoberta da verdade, periga a estabilidade das famílias, perturba amizades antigas, afrouxa laços sociais, inibe a liberdade individual, cria desconfiança entre os próximos e ainda querem nos obrigar a virem lhes dar explicações da nossa vida privada em nome de um falso interesse publico . Revoltante!

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