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Marcelo em Angola. No adeus, já há saudade e promessa de novas rondas negociais

Na despedida oficial no Palácio Presidencial, Marcelo e João Lourenço assinaram comunicado conjunto com promessas de acompanhamento bilateral. Primeira reunião é já nos próximos meses.

A visita de Estado de Marcelo Rebelo de Sousa está prestes a chegar ao fim. A despedida oficial já foi feita, no Palácio Presidencial, em Luanda, com direito a aperto de mão e um comunicado conjunto com promessas de rondas negociais regulares para acompanhar o estado da “parceria estratégica”. A primeira reunião será ainda no primeiro semestre deste ano.

“As partes reiteram o seu empenho na realização da primeira reunião da comissão ministerial permanente, em Luanda, no primeiro semestre de 2019, e em organizar, no decurso do segundo semestre, em Lisboa, uma nova ronda de consultas políticas a alto nível de Altos Funcionários, as quais deverão nomeadamente promover o acompanhamento da implementação do conjunto dos instrumentos jurídicos já assinados”, lê-se no comunicado conjunto, onde se destaca também o “progresso alcançado”.

Foram, no total, assinados 11 novos instrumentos de cooperação, que se juntam aos outros 24 já assinados no espaço de seis meses (desde a visita do primeiro-ministro a Luanda em setembro). Segundo o comunicado, que lista o conteúdo dos 11 novos acordos, são vários os domínios de atuação: administração local, segurança interna, segurança social, ação social, família e “promoção da mulher”, educação, atividade marítima e portuária, modernização administrativa, formação de funcionários técnicos e diplomáticos, apoio às micro, pequenas e médias empresas, assim como um protocolo de colaboração institucional com a Parpública, do ministério das Finanças nacional.

As formalidades ficaram para o comunicado escrito, com João Lourenço e Marcelo a optarem por não fazer declarações finais (tal como tinha acontecido em Belém). A despedida sentimental tinha sido feita na véspera, à noite, na receção que foi dada no hotel onde o Presidente ficou hospedado e que contou com a presença das mais altas instâncias angolanas: desde o Presidente e primeira-dama aos ministros, passando pelos representantes do Banco de Angola e dos Tribunais, assim como escritores e artistas angolanos, caso de Pepetela. Foi aí que, antes da fadista Gisela João e dois cantores angolanos terem subido ao palco, Marcelo disse que já tinha “saudades antecipadas” daqueles que foram os “melhores dias” da sua vida.

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