Matar uma palanca negra gigante em Angola custa ao infrator U$60 mil e prisão – autoridades

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Três caçadores que, em 2018, mataram uma palanca negra gigante na província angolana de Malanje estão sob termo de identidade, arriscando-se a uma multa de 21 milhões de kwanzas (60 mil dólares) e prisão, disse hoje fonte oficial.

Segundo o coordenador técnico do Comité Executivo angolano para Acompanhamento e Reforço da Implementação de Medidas de Proteção e Conservação da Palanca Negra Gigante, Vladimiro Russo, o caso ocorreu em dezembro de 2018.

Falando hoje no final de um “workshop” de balanço do Programa de Proteção e Conservação da Palanca Negra Gigante, Vladimiro Russo afirmou que a lei angolana pune o caçador furtivo “com uma multa de 21 milhões de kwanzas e prisão de até três anos”.

“Tivemos casos, em dezembro de 2018, de três caçadores que mataram a fêmea de uma palanca. Foram apresentados à justiça e, neste momento, estão com termo de identidade e de residência enquanto se aguarda que a Procuradoria de Malanje avance com o julgamento”, explicou.

Vladimiro Russo, que disse estar “preocupado com a caça furtiva” que coloca em risco as únicas 200 palancas negras gigantes no ‘habitat’ do Parque Nacional de Cangandala e na Reserva Integral do Luando, apontou valências de um plano de gestão aprovado em 2018.

“Entendemos que um dos principais aspetos é a redefinição dos limites e a criação de um plano de zonamento, com diferentes zonas no parque”, referiu, aludindo ao Plano de Gestão da Cangandala.

Uma Campanha de Marcação e Captura desses animais, que deve começar em julho próximo, são algumas das medidas apontadas pelo responsável com vista ao “maior e melhor controlo do animal em risco de extinção”.

“Nos últimos anos, temos controlado cerca de cinco manadas, aproximadamente 140 animais. Vamos confirmar se esse número aumentou ou diminuiu, fazer acompanhamento e colocar coleiras nos animais”, adiantou.

O também ambientalista acrescentou que serão necessários cerca de 100.000 dólares (87 mil euros) para a “implementação efetiva” da operação de captura dos animais.

“É um orçamento bastante elevado, porque envolve veterinários internacionais, helicópteros, combustível, todo o trabalho de logística. São cerca de 100.000 dólares que devem ser mobilizados para esta atividade”, indicou.

A abertura de um Santuário Turístico no parque de Cangandala e o reforço da fiscalização de ambos os parques constam igualmente nas ações programadas para este ano.

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