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Membros da ONU que morreram no voo da Ethiopian

Um deputado estónio chora a morte da mulher e dois filhos. A ONU perdeu vários funcionários, gente preocupada com a fome no mundo e o ambiente. As histórias já conhecidas das vítimas da queda de um Boeing 737 na Etiópia.

Uma família destruída. No Facebook, o deputado estónio Anton Hrnko, anunciou “com profunda tristeza” que a queda do avião da Ethiopian Airlines lhe decepou família.“A minha querida esposa, Blanka, o meu filho Marin e a minha filha Michal morreram durante o desastre aéreo em Addis Abeba”, acrescentou.

Uma outra família, unida por laços de solidariedade e vontade de trabalhar por um mundo melhor, a Organização das Nações Unidas (ONU), perdeu pelo menos 18 pessoas de diferentes agências daquela instituição, presidida pelo português António Guterres.

Entre os mortos do acidente, contam-se funcionários da ONU que estavam a caminho de Nairobi, no Quénia, para a IV Assembleia Ambiental das Nações Unidas, que arrancou, esta segunda-feira, com condolências às famílias das vítimas do acidente aéreo da Ethiopian Airlines.

Entre as pessoas lembradas, a inglesa Joanna Toole, de 36 anos, que tinha no trabalho humanitário “uma vocação”, segundo o pai da vítima. “É uma tragédia que não possa continuar a sua carreira e fazer mais”, lamentou, em declarações ao jornal britânico “The Telegraph”.

Max Thabiso Edkins, funcionário do Banco Mundial, é outra das vítimas. Dedicou a vida a trabalhos sobre as alterações climáticas e estava a caminho de Nairobi para participar na cimeira “Um Planeta”. Natural do Lesoto, foi criado entre a vizinha África do Sul e a Alemanha.

Especialista em turismo polar, Sarah Auffretia à IV Assembleia Ambiental da ONU falar sobre formas de travar a poluição causada pelos plásticos no mar. À frente da Associação de Operadores de Cruzeiro do Ártico, Auffret, uma cidadã com dupla nacionalidade britânica e francesa, liderava os esforços daquela associação para combater o uso de plásticos descartáveis nas missões aos polos e pugnava pela limpeza de praias.

O Fórum Mundial da Alimentação (WFP, na sigla original) foi outra das agências da ONU afetadas pelo desastre em Adis Abeba. Michael Ryan, um engenheiro irlandês que dedicou a vida ao trabalho humanitário, está entre as vítimas mortais desta agência. Era casado e pai de dois filhos.

Entre os projetos que participou, destaque para a criação de um corredor de segurança para os refugiados Rohingya e a reabertura de estradas destruídas pelas derrocadas no Nepal. “O trabalho de Michael estava a mudar vidas”, disse o primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar.

Entre as vítimas da WFP, uma organização da ONU sediada em Roma, Itália, que distribuiu milhares de toneladas de comida todos os anos, estão ainda confirmados os nomes de Virginia Chimenti e Maria Pilar Buzzetti.

O sérvio Djordje Vdovic é outra das vítimas do acidente que trabalhava no Programa Alimentar Mundial, à frente do programa Compras pelo Progresso.

A Associação Africa Tremila, com sede em Bérgamo, no norte de Itália, desenvolve trabalho humanitário em África, particularmente no Quénia. Chora a morte de três elementos, o presidente, Carlo Spini, de 75 anos, da mulher, Gabriella Viggiani, e do tesoureiro, Matteo Ravasio.

Spini e Viggiani moravam na Toscana. Deixam quatro filhos. Atualmente, estavam a trabalhar na construção de um hospital no Sudão do Sul.

O desastre causou a morte a outro líder de uma associação humanitária, também italiano. Paolo Dieci, residente em Roma, liderava o Comité Internacional para o Desenvolvimento dos Povos (CISP). Uma Organização Não-governamental (ONG) atua em mais de 30 países, promovendo ações de desenvolvimento, formação e integração.

Acresce o nome de outra italiana, Rosemary Mbumbi, com muitos anos de trabalho humanitário em África, e Sebastiano Tusa. Arqueólogo, de 66 anos, filho do famoso arqueólogo Vicenso Tusa, viajava para o Quénia para participar numa conferência de arqueologia da Unesco.

São oito, no total, os italianos que morreram enquanto lutavam por um mundo melhor. “Um dia de dor”, comentou o primeiro-ministro de Itália, Giuseppe Conte.

A Anne-Katrin Feigl estava em trânsito para Nairobi, no Quénia, para participar num curso de formação como profissional da Organização Internacional das Migrações. O presidente da OIM, o português António Vitorino, já lamentou a morte. A bandeira da organização foi colocada a meia haste, esta segunda-feira, na sede daquele organismo, em Génova, Itália.

Entre os cinco alemãs que morreram no acidente, está ainda Norman Tendis, pastor da Igreja Evangélica de Augsburgo, na Áustria. Consultor das Nações Unidas no programa Economia para a Vida, estava a caminho da Conferência Ambiental em Nairobi.

A tragédia entre os que lutam diariamente contra as tragédias afetou também a organização “Save The Children”. Tamirat Mulu Demessie, consultor desta organização que, através do apadrinhamento de crianças, se dedica a prestar ajuda humanitária de urgência ou ao desenvolvimento de longo prazo, foi confirmado entre as vítimas.

Espanha lamenta a morte de duas pessoas. Uma nascida e criada bem perto de Portugal, na Galiza. Natural de Garbo, nos arredores de Vigo, Pilar Martínez Docampo, de 32 anos, trabalhava como voluntária numa ONG na Etiópia.

A outra vítima espanhola é um engenheiro químico de 46 anos, Jordi Dalmau Sayol, natural de Granollers (Barcelona). Funcionário da empresa Almar Waer Solutions, especializada em infraestruturas e equipamentos de purificação de água, Sayol trabalhava há mais de 20 anos no setor, tendo liderado projetos de infraestruturas de água um pouco por todo o Mundo, nomeadamente em África.

Ao todo, morreram 159 pessoas, de 35 países, 18 dos quais oriundos do Canadá. Entre estas vítimas, está Danielle Moore, de 24 anos. Bióloga marinha natural de Scarborough, na província de Ontário, estava a trabalhar com o Ocean Wise, um grupo dedicado à limpeza dos oceanos. Tinha contado no Facebook, na véspera do acidente, que estava entusiasmada por ir participar na Assembleia do Ambiente, em Nairobi.

Jessica Hyba, de Otava, é outra das vítimas canadianas do acidente. Trabalhava como Oficial das Relações Externas das Nações Unidas.

Peter deMarsh, também canadiano, morreu também no acidente aéreo em Adis Abeba. Era o presidente da Aliança Internacional das Famílias pela Floresta (IFFA).

Amina Odowa e a filha, Sofia Abdulkadir, de Edmonton, são outras duas das vítimas canadianas. Mãe, de 33 anos, e filha, de cinco, viajavam para o Quénia para visitar familiares.

No mesmo avião seguia Derick Lwugi, líder da comunidade queniana em Calgari, no Canadá. Tinha 45 anos e deixa viúva e três filhos, duas raparigas e um rapaz.

O presidente da Câmara de Calgari, Naheed Nenshi, lamentou, no Twitter, a morte de Lwugi. “Absolutamente destroçado”, endereçou condolências à família e amigos do líder queniano naquela cidade canadiana.

Também de origem queniana, o professor Pius Adesanmi foi confirmado entre as vítimas mortais da queda do avião. Era docente no Instituto de Estudos Africanos, na Universidade de Carleton. “Era uma figura de proa em estudos africanos e pós-coloniais. A sua morte repentina é uma tragédia”, lamentou o reitor daquela instituição, Benoit-Antoine Bacon.

Outro construtor de pontes em realidades diferentes, de África para o Velho Continente, Karim Saafi, 38 anos, morreu também no acidente aéreo. Era vice-presidente do Fórum da Juventude e Diáspora Africana na Europa. Originário da Tunísia, mas de nacionalidade francesa, era um apaixonado pelo continente africano. Trabalhava em vários projetos de cooperação e de promoção da diversidade, tendo presença marcada na IV Conferência Ambiental da ONU.

Abiodun Oluremi Bashua, um diplomata na reforma, que serviu em comissões no Irão, Áustria e Costa do Marfim, está também entre as vítimas mortais, confirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Quénia.

Adesanmi, Saafi e Bashua eram os três consultores da União Africana, que perdeu oito elementos neste voo. Acresce aos nomes já conhecidos os da comissária de polícia da missão da União Africana na Somália (AMISOM), de nacionalidade ugandesa, Christine Alalo. Morreram ainda três delegados do InterAfrican Bureau for Animal Resources (IBARR), uma agência especializada da UA, bem como dois interpretes há largos anos associados à organização africana.

“Após verificação com as autoridades etíopes, lamentamos informar que a família da União Africana não foi poupada por esta tragédia”, adiantou, em comunicado, a Comissão da União Africana.

Em missão humanitária, três médicos austríacos, oriundos da cidade de Linz, pereceram também no acidente aéreo, que vitimou pelo menos 32 quenianos. Entre estes, destaque para a morte de Hussein Swaleh, ex-secretário-geral da Federação Queniana de Futebol.

Estudante de Direito na Universidade de Georgetown, em Washington, EUA, Cedric Asiavugwa, de 32 anos, viajava para a terra natal, Nairobi, para o funeral de um familiar da mulher, avança o jornal norte-americano “The Washington Post”.

Joseph Waithaka, de 55 anos, viveu em Hull, Inglaterra, grande parte da vida adulta, trabalhando como agente de liberdade condicional. “Ajudou muita gente em Hull que enveredou pelo caminho errado da lei”, disse o filho, Ben Kuria, em declarações ao “Hull Daily Mail”, segundo o qual Waithaka estava de regresso ao Quénia natal.

Três turistas russos morreram também no acidente aéreo. O casal Yekaterina Polyakova e Alexander Polyakov e um outro indivíduo identificado como Sergei Vyalikov, adiantou a embaixada da Rússia na Etiópia.

Entre as vítimas está, também, o presidente executivo do Grupo Tamarind, Jonathan Seex.

A Cruz Vermelha da Noruega lamentou a morte da Coordenadora Financeira. Karoline Adland, de 28 anos, estava a bordo do voo fatal ET302.

Shikha Garg, consultora da UNU, é outra das vítimas mortais do acidente.

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