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Mestre Lourenço ainda tem a melhor cartada na manga

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Quando veio a conhecimento público que Manuel Vicente tinha virado as costas a José Eduardo dos santos e se juntado a João Lourenço na posição de conselheiro especial do Presidente da República para os assuntos petrolíferos, houve muitas reações negativas e acusações.

“São todos farinha do mesmo saco, nada vai mudar!”

logo.jpgO que escapou à vista de grande maior foi que a puxar Vicente para o seu lado, João Lourenço, como exímio jogador de xadrez que é, deu início a uma série de jogas que só agora, meses depois, começam a se revelar.

A estratégia de JLO, no domínio económico, com vista a tirar o país do buraco em que se encontra, assenta em três pilares fundamentais:

1. combate a corrupção, combate ao nepotismo, acabar com concorrência desleal, acabar com os monopólios, a liberalização do mercado e o incremento da livre concorrência.

2. Resgatar a imagem de Angola no exterior, sanear e restabelecer a confiança no sistema financeiro, reconquistar a confiança dos investidores e instituições internacionais e tornar o país mais atractivo para os investidores nacionais e estrangeiros.

3. Repatriamento dos capitais que foram levados ilicitamente para o exterior do país para potenciar a economia nacional com meios financeiros que possam ajudar a fortificar o sistema financeiro e a desenvolver uma economia diversifica que, permita diminuir as assimetrias sociais e níveis elevadíssimos de pobreza que que já soma mais 50% da população.

Embora ainda não se faz sentir, os efeitos económicos de tudo que até agora tem vindo a ser feito, podemos dizer sem medo de errar, que no tange aos dois primeiros pontos, muito já se fez.

1. Acabaram-se os monopólios nos cimentos, na importação de bens, nos petróleos e muito brevemente também no sector das telecomunicações com entrada do quarto operador.

2. O combate à corrupção já é um facto (embora tenha uma carácter selectivo, o que é inerente a estratégia da qualquer organização, porque o Ministério Público (MP) não tem recursos ilimitados tanto financeiros como humanos e como tal deve seleccionar (priorizar) e investigar primeiro os casos que oferecem melhores garantias de terminar em condenação. Um outro pormenor importante é que ao seleccionar que casos investigar, dá-se a indicação que as decisões MP assentam em evidências e refuta-se automaticamente a ideia de julgamentos encomendados. Por outro lado, quanto maior for a percentagem de condenação dos casos julgados, maior será a moralização da sociedade).

3. A Administração de Donald Trump reconheceu recentemente os esforços do governo angolano no combate contra a corrupção, o que granja o um certo prestígio ao país e certamente não passará despercebido aos olhos dos investidores internacionais.

4. A Reserva Federal dos Estados Unidos já trabalha com o governo angolano para o regresso dos dólares, o que é benéfico, pois vai aliviar a pressão sobre divisas e garantir que os investidores estrangeiros possam repatriar os seus dividendos.

5. Angola afigura-se agora como o destino ideal para investimentos em África, esta tese é reforçada pela Atlantic Council, um ‘think tank’ norte-americano, que aparenta ter ligações com Albrightstonebrigde, empresa da antiga Secretária de Estado norte-americana, Madeleine Albright, contratada pela nossa primeira-dama, Ana Dias Lourenço, para ajudar a limpar a imagem de Angola no exterior.

Mas o grande trunfo de João Lourenço é Manuel Vicente, e porquê? Ora vejamos. MV foi presidente do conselho da administração da Sonangol de 1999 até 2012. Dentro do período (2002-2014) Angola esteve no auge, coincidentemente o período em que mais se roubou do país. Como é do conhecimento de todos, a Sonangol era o cofre da mãe Joana, o baú azul, onde todos os próximos e associados de JES iam buscar dinheiro. Não só, durante este período a Sonangol esteve envolvida em todos os grandes negócios, transações e transferências de dinheiros para o exterior. Ao Manter MV ao seu lado, JLo tem hoje um mapa vivo de como o dinheiro saiu do país, quem tirou e para onde foi, sem o qual, o repatriamento de capitais seria completamente impossível.

Agora é só o Miala sacudir os marimbondos!

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