Moçambique admite desvios da ajuda às vítimas do ciclone Idai

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Face a relatos de roubo de alimentos e de desvios de donativos para as vítimas do Idai, autoridades moçambicanas prometem fiscalização apertada e punição exemplar. Parlamento de Moçambique aprovou, esta quarta-feira, a criação de um grupo de trabalho para avaliar a transparência na assistência às vítimas do ciclone.

As autoridades moçambicanas admitiram que os bens enviados para ajudar as vítimas do ciclone Idai no país estão a ser desviados e prometeram uma fiscalização apertada e uma punição exemplar. Isto depois de vários relatos de roubo de alimentos e de desvios de donativos terem chegado ao gabinete do próprio presidente da República, Filipe Nyusi, que na semana passada esteve na Beira, província de Sofala, principal zona afetada pelo ciclone que fez 598 mortos.

“As reclamações vão continuar sempre enquanto não conseguirmos otimizar aquilo que estamos a fazer. Como podem imaginar, este é um processo absolutamente complexo… temos estado a desdobrar em tudo que é possível para assegurar que estes mecanismos funcionem e que os produtos cheguem aquelas pessoas que precisam . Neste processo naturalmente algumas coisas que não estão ao nosso alcance podem acontecer. O que temos estado a apelar a sociedade é que nos ajudem a monitorar, ajudem-nos a controlar, ajudem-nos a vigiar e deem-nos informação concreta sobre se há elementos de prova que digam que as pessoas estão a roubar, que é para nós agirmos”, disse, esta terça-feira, em conferência de imprensa, a diretora-geral do Instituto Nacional de Gestão das Calamidades de Moçambique, Augusta Maita, citada pelo site da rádio alemã Deutsche Welle. Maita foi cabeça de lista da Freljmo pela Beira nas eleições locais de outubro passado, das quais saiu vencedor o rival Daviz Simango, líder do MDM, que é o terceiro maior partido de Moçambique.

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