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“Não pude amá-la”. O relato da mãe que injetava lixívia na filha

Matosinhos, 29/11/2012 – Reportagem na Casa abrigo da Cruz Vermelha do Norte em Matosinhos, de apoio a mulheres vítimas de violência doméstica.
Maria de 21 anos com um filho vítima de violência doméstica.
( José Carmo / Global Imagens )

Uma mulher foi condenada na Turquia, depois de confessar que injetava lixívia em várias partes do corpo da filha bebé. A mãe revelou que “não sentia afeição ou carinho por ela e por isso, além da lixívia, cortou-a várias vezes com uma navalha”.

O caso ocorreu em Istambul. Elif K. foi investigada duas vezes pela polícia e saiu sempre em liberdade, voltando a estar com a filha Eylul Miray, de 18 meses. Mais tarde, acabou por confessar que torturava a própria filha desde que esta tinha apenas um mês de idade, quando a levou ao hospital por causa das lesões que lhe infligia.

“Não pude amar a minha filha, não consegui afeiçoar-me a ela. Então decidi torturá-la”, confessou Elif aos meios de comunicação locais, citados pelo jornal britânico “Daily Mail”.

“Desde que ela tinha um mês de idade, injetava-lhe lixívia e sabão líquido nos ouvidos, nariz e umbigo, até começar a sangrar. Depois levei-a para o hospital para receber tratamento. Quando a deixaram ir para casa, continuei a torturá-la. Injetava-lhe lixívia e sabão, além de lhe fazer cortes com uma navalha na cabeça, olhos, pernas, braços e peito”, revelou a mulher.

As primeiras suspeitas contra Elif, que vive com o marido e três filhos no bairro Avcilar, em Istambul, começaram a surgir depois de contínuas doenças da menina. O pai levou a bebé ao médico quando ela começou a sangrar pelas orelhas e umbigo, além de ter hematomas em todo o corpo. No entanto, o médico não conseguiu diagnosticar o problema.

Quando começou a piorar, a bebé foi transferida para o Hospital da Faculdade de Medicina da Universidade de Istambul aos nove meses. Os médicos diagnosticaram uma fratura no crânio, cortes e hematomas por todo o corpo. Começaram a suspeitar e contactaram a polícia, que iniciou uma investigação.

Elif foi detida e interrogada, mas acabaria por sair em liberdade depois de convencer a polícia da sua inocência. Durante meses, a saúde da filha continuou a piorar e voltou a ser internada no hospital em agosto do ano passado. A mãe foi então interrogada pela segunda vez, mas libertada novamente.

Quando a bebé foi transferida para o hospital pela terceira vez, os médicos não permitiram que Elif se aproximasse da filha. Quando as suspeitas aumentaram, a mãe decidiu ir a uma esquadra para se entregar.

Agora a menina vive sob os cuidados do pai e, segundo pessoas próximas à família, está a começar a recuperar.

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